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Excesso de pele no ânus pode ser confundida com hemorroida

O plicoma anal é uma das condições que gera mais dúvidas nos pacientes, o excesso de pele na borda do ânus pode parecer com a hemorroida e deixar o paciente confuso. Mas são duas coisas diferentes, que tendem a estar associadas.



A hemorroida externa pode resultar no plicoma, mas o plicoma não vira uma hemorroida, precisamos deixar bem claro! Quando há uma crise de hemorroida externa, surge aquela 'bolinha' na borda do ânus e, quando ela desincha e regride, pode ficar sobrando esse acúmulo de pele, que damos o nome de plicoma.


Lembrando que a hemorroida é uma doença que pode causar sangramento e dor na região do ânus. Ela ocorre pelo inchaço e inflamação de veias que passam pelo local —diferente do plicoma que é um acúmulo de pele e não de veias. Portanto, a hemorroida externa —e não interna— é a causa mais comum do plicoma.


O plicoma costuma ser uma "sequela" ou um sinal de que algo aconteceu na região. É uma cicatriz na borda anal, que é resultado de processos como uma inflamação, um corte ou uma hemorroida externa. Inclusive é quase como uma forma de proteção do corpo, uma maneira de evitar que aquela região —já afetada— cause ainda mais dor na pessoa. Esse excesso de pele faz com que, ao abrir e fechar o ânus, um mecanismo normal da eliminação das fezes, não ocorra um outro corte sobre a cicatriz.


Outras situações podem fazer o plicoma surgir?

Apesar de não ser tão frequente, pessoas com DIIs (doenças inflamatórias intestinais), como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, podem desenvolver plicomas, assim como gestantes, que apresentam maior risco de ter hemorroidas.


O excesso de pele também pode aparecer em outras situações: quando há um corte (fissura) na região ou logo após uma cirurgia de remoção de hemorroidas —neste caso, como uma cicatriz do tratamento.

Por isso, é sempre importante procurar o médico que vai investigar e sugerir a melhor forma de tratar, além de dar orientações sobre higienização do local.


Tem sintomas?

Mesmo sem oferecer riscos à saúde, a condição pode trazer desconforto, já que os plicomas podem ter diferentes tamanhos. Quando é grande, o paciente tende a sentir mais incômodo.


Em alguns casos, há dificuldade de higienizar, deixando a região suja e causando coceira (prurido). Além disso, pode causar a sensação de inchaço. Então, temos desde manifestações estéticas até as funcionais. Outro sinal comum é a sensação de bloqueio no ânus.


Algo que não costuma ser frequente com os plicomas é o sangramento. Portanto, quando há sangue, na maioria das vezes, é algo interno, como uma hemorroida. Mas também é importante lembrar que nem todo sangramento é por causa da hemorroida.


Isso quer dizer que sangramento no ânus pode ser um importante sinal de alerta para ir ao médico, pois é um importante sintoma do câncer colorretal. Mas o aviso serve para qualquer alteração na região, mesmo se for um "simples" plicoma.


Apesar de ser algo comum, é sempre importante procurar um médico para fazer essa diferenciação, pois é possível confundir plicomas com lesões por HPV, úlceras e fissuras.


É possível tratar o plicoma, mas não existe uma pomada ou remédio que vai tirar o excesso de pele. Se a pessoa se incomodar muito, a única opção é a cirurgia de retirada.

Mesmo não sendo nada grave, há plicomas minúsculos, que o médico nem recomenda retirar, mas existem os grandes, que podem trazer desconforto e, neste caso, podemos recomendar a retirada.


Quais as formas de prevenção?

Como a hemorroida (externa) é a principal causa do plicoma, a prevenção envolve as seguintes práticas:

• Evitar ficar muito tempo sentado no banheiro;

• Ter uma dieta rica em fibras;

• Beber água;

• Praticar atividade física;

• Evitar excesso de álcool, pimenta e outros condimentos;

• Fazer a limpeza do ânus com água, se possível, ou lenço umedecido, evitando o uso de papel higiênico.


Ficou alguma dúvida sobre plicoma anal?

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